

É, bem.. Aqui está o protagonista masculino que tanto pediram. É uma proposta da Unicamp, não sei bem de que ano.

O quarto elemento (Parte I)
Aqui estou na varanda de meu apartamento. À minha frente, centenas de pessoas gritam, empunhando armas e erguendo cartazes. Engraçado, havia quase esquecido como tudo isso começou.
Éramos quatro irmãos ‘genéticos' brincava Hermes. Era tão alegre... Quase não acreditei quando partiu. ‘Morri de amores', explicava ele em sua carta. Após apaixonar-se por Selene, quis dar a ela o maior presente que podia: a perfeição num coquetel de remédios. Mas um erro de dosagem acabou fazendo-a tropeçar no fio da vida. Depois de uma semana, não aguentando mais a dor da perda, resolveu encontrá-la do outro lado.
Hades ao menos se teletransportou para saber notícias. Ao desenvolver a capacidade da persuasão e o poder da fala, desenvolveu também a cobiça, a inveja e a ganância. Venceu a eleição de lavada. Toda vez que o via no hológrafo, ficava magoado. Nunca sequer mencionou a minha, perdão, a nossa existência. Foi surpreendido porém quando a população de ‘homens perfeitos' começou a aumentar, e as investigações sobre experiências ilegais também. Não podíamos esconder o fato de que fomos concebidos ilegalmente, produtos de células-tronco. Hefesto VI, no ano de 2056, promulgou a lei contra pesquisas embrionárias. Éramos portanto, contra a lei.
Bem, se quiserem explicações, leiam a Parte II. Se ainda não for suficiente, estou aqui para isso.
Ontem à noite, conversava com uma certa pessoa que lê meus textos. 'Bem', ela disse, 'eu gostaria de um certo final para o texto que publicou hoje.'. Eu improvisei algo para ela e bem, eu gostei. O final alternativo para 'De olhos bem abertos' está aí.

De olhos bem abertos (Final Alternativo)
Sentou-se e observou a imensidão azul. Podia sentir a areia úmida sob seus pés e como ela
cedia ao ser pressionada.
Esperou pacientemente pelo momento em que a maré tocaria a ponta de seus pés. Quando isso
aconteceu, deixou levar-se pelas ondas.
Como disse, é só um improviso, e alternativo. Adote o que você achar melhor. Queria saber
sobre o que gostariam que escrevesse.
Já tenho uma história em mente, e estou tentando escrevê-la mas é sempre bom ter um
feedback.
Sei que o chá hoje foi pouco, mas espero ter sido suficiente.
De olhos bem abertos (Parte II)
Desceu um andar, outro. Latidos. Droga! O cachorro do vizinho. Estava solto. Vasculhou os bolsos do robe. Pílulas. Não sabia ao certo se cachorros gostavam de pílulas. Bem, serviam para o momento. Jogou-as e escapou. No decorrer do lance de escadas seguintes lembrou-se: as chaves. Céus, havia esquecido-se. Ótimo.
Confundiu-se quanto ao fato que ocorreu dali a pouco. Não sabia se fora pura coincidência ou milagre dos céus: dois meninos, novos, acabavam de sair pelo portão do prédio. Conseguiu pegá-lo aberto a tempo.
Já podia ver além da rua! Mas... a cor do sinal. Que cor era mesmo? Hm... Coçou o nariz. Viu as unhas pintadas pela neta. Vermelho sangue. Que cor, hein? Mas foi tão bom sentir o pincel sobre suas unhas... Fazia cócegas! Vermelho! Era vermelha a cor! Atravessou a rua e tirou os sapatos. Foi andando, andando. De olhos fechados. Bem fechados. Abriu-os.
Ah! Agora sim podia ver o mar.
Temos um novo momento para os desavisados.

Ok, opiniões divergem sobre o texto. Não vou dar-lhes a minha versão, nem as versões extravagantes que ouvi por aí. Quero ouvir as de vocês, leitores. Como vocês interpretam o texto?
Certo, as coisas vão mudar um pouco por aqui. Ontem estava refletindo com meus botões (eu estava de camiseta, mas isso não conta), e percebi que se continuar publicando textos no ritmo em que publico, eles vão se esgotar. Então publicarei em capítulos. Isso me dá mais tempo pra pensar em novos textos e proporcionar uma maior qualidade ao blog. O texto de hoje é um improviso, e é muito curto pra ser segmentado, mas vou segmentá-lo mesmo assim. O chá está servido!

De olhos bem abertos (parte I)
Abriu os olhos sem pestanejar. Sabia o que ia fazer, sabia muito bem. Ia levantar-se. Certo, levantar. Vasculhou a mente retorcida e achou o que queria. Muito bem, uma perna...outra. Ah, graças a Deus: equilíbrio! Será que estava melhorando? Não importava. Precisava tomar o café e sair sem rastros. Recorrendo ao passo anterior, vasculhou, achou, calçou os sapatos. Prender o coque... Nossa, como se esquecer disso?! Fizera tantos na juventude, tanto em si como nas irmãs. Faltou trabalhar no salão, riu consigo mesma. 8h56. Tinha de se apressar. Ouviu passos. Ah! Vai sem café. Tomava depois.
Saltitou levemente até a porta e saiu. Fechou-a com o corpo. Nem um clique, ótimo. As escadas. Oh, sim... Essas seriam complicadas. Mas já chegara ali, não desistiria tão facilmente.
Ok, meu obrigado especial a todos que estão acompanhando, fazendo publicidade (mesmo que amadora) e elogiando também!
Sabem que podem deixar ou não suas xícaras sujas ao final de cada post... A escolha é de vocês, mas preferiria que deixassem (sugestões são aceitas).
Desculpa convidados, mas só amanhã. Obrigado Louise pela propaganda. E pela montagem que segue! (Original em: http://glamourdecadente.zip.net )
