M. Aspirante a escritor


"Every secret of a writer's soul, every experience of his life, every quality of his mind is written large in his works." Virginia Woolf




Histórico:

- 18/01/2009 a 24/01/2009
- 11/01/2009 a 17/01/2009
- 04/01/2009 a 10/01/2009
- 28/12/2008 a 03/01/2009



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Seguinte: é irritante publicar a segunda parte de 'O conto (não tão) épico de Rosemary' sem ter tido um retorno na primeira parte. Mas, o tempo foi curto e não vou exigir nada de vocês, leitores. Como se eu pudesse fazer isso. Não sei quando voltarei a publicar textos, mas espero que em breve. O chá está servido (especialmente pra você Rosie).

O conto (não tão) épico de Rosemary

Logo ajuntou-se ao grupo de amigas que rememoravam a sarau da noite anterior. Discutiram sobre os drinques, os poemas declamados, e também sobre seus respectivos autores. Como tudo sempre levava a esse assunto! Quando se arrumavam, lembravam-se dos homens; quando andavam, tomavam um cuidado especial para parecerem graciosas: tudo se resumia ao bom e velho homem.
E como no conto de fadas em que a carruagem volta a ser abóbora, o seu mundo começou a cair. Vielas davam lugar a avenidas, casas nobres a edifícios, e rapidamente, o que levara uma tarde inteira para ser construído desabou ruidosamente em poucos segundos.
Ruidosamente com o toque de um único celular. Conferiu a tela e desligou ao perceber que era apenas seu namorado.


 

 

 

 

 

 



- Postado por: M. às 22h43
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              Chá das Oito Edição Especial

Edição Especial para uma pessoa especial! Texto escrito nas montanhas, típico de um escritor hollywoodiano fracassado buscando urgentemente inspiração. Rosemary, o chá hoje é pra você.

O conto (não tão) épico de Rosemary (Parte I)

Podia-se ouvir o barulho dos saltos de Rosemary no cimento quente. Era sexta-feira e a moça trajava um vestido branco que lhe batia nas canelas. A renda presente no decote e nas mangas era quase transparente e uma leve irritação permeava os ombros. Os pés eram ingênuos e macios e o seu andar era livre.Como odiava aquele clima seco, árido, doía-lha a garganta ao respirar! O suor já se fazia notar em suas têmporas e, como gotas condensadas no exterior de uma taça fria, corria por seu pescoço.
Avistou um banco de madeira ao longo do passeio. Sentou-se e afastou o vestido de forma a lembrar as antigas damas da corte. Naquele momento, os carros tornaram-se charretes; os edifícios, palácios; e o calor já não era mais presente. Pessoas agora andavam com elegância: as mulheres com suas sombrinhas, os homens com o apoio de uma bengala e a cartola na cabeça, e crianças rodopiando seus piões.

 


 

Espero que goste. E pelo jeito vamos ter de voltar ao velho esquema do:

Sintam-se em casa para comentar. Se não comentam, não sei do que gostam, ou do que falta. Agradeço desde já.



- Postado por: M. às 18h33
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